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Litoral Alentejano
Utentes contra fecho de extensões de saúde
2011-10-12 11:50:53 O encerramento de cinco extensões de saúde no Litoral Alentejano mostra o “constante desinvestimento” dos dois últimos governos nesta área, disse à Lusa um dos membros das comissões de utentes de saúde da zona.
 O encerramento de cinco extensões de saúde no litoral alentejano mostra o “constante desinvestimento” dos dois últimos governos nesta área, disse à Lusa um dos membros das comissões de utentes de saúde da zona.
Segundo Dinis Silva, das Comissões de Utentes de Saúde do Litoral Alentejano, a situação teve início durante o anterior governo, de maioria PS, e mantém-se com a atual coligação PSD/CDS-PP.
Até agora, são três os concelhos afetados pelo encerramento de extensões de saúde: Alcácer do Sal (Barrancão e Montevil), Grândola (Canal Caveira) e Santiago do Cacém (Deixa-o-Resto e São Francisco da Serra).
Contudo, com a reorganização da rede de cuidados primários de saúde, Dinis Silva teme que a situação fique “pior do que está”, pois prevê-se que venham a ser encerradas todas as extensões de saúde com menos de 1 500 utentes inscritos.
Neste caso, podem estar em risco, entre outros, os serviços de Abela, São Bartolomeu da Serra e São Domingos, só no concelho de Santiago do Cacém, enumerou.
Trata-se de localidades isoladas, compostas por “população envelhecida e com fracos recursos financeiros”, que deixa de ter acesso “aos cuidados de saúde a que tem direito”, lamentou Dinis Silva.
Segundo o representante dos utentes, o Agrupamento de Centros de Saúde Alentejo Litoral serve cerca de 100 mil pessoas, mas é “o maior do País em território”, evidenciando os problemas que a extinção de serviços de proximidade pode representar.
As Comissões de Utentes de Saúde apontam outros problemas “muito preocupantes” na região, para os quais exigem medidas do Ministério da Saúde, como a falta de médicos de família, a inexistência de uma maternidade no Hospital do Litoral Alentejano, a ausência de pediatras no serviço de urgência do mesmo hospital e a falta de condições das atuais instalações do Centro de Saúde de Sines.
Na próxima segunda-feira, as comissões de utentes irão reunir-se com autarcas da região para discutirem o estado da saúde no litoral alentejano e decidirem novas formas de luta.
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