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Mozart no Alentejo
Contemporaneus estreia primeira "ópera alentejana"
2011-10-04 09:50:38
Os primeiros amores, a ilusão de que duram para sempre e a traição são os "ingredientes" de "Così fan Tutte", de Mozart, a primeira ópera totalmente produzida no Alentejo e que se estreia sexta-feira em Estremoz.

O espetáculo, baseado na penúltima ópera escrita por Wolfgang Amadeus Mozart, é uma produção da Contemporaneus - Associação para a Promoção da Arte Contemporânea, com sede na cidade alentejana de Estremoz.

"Nem sempre fazemos só música contemporânea e, uma vez que estamos a pensar lançar uma temporada lírica, decidimos que esta era uma obra interessante para pegar", realça à Agência Lusa o vice-presidente da Contemporaneus, Hugo Monteiro.

Trata-se da "primeira ópera totalmente produzida no Alentejo", assume o responsável, igualmente músico e um dos 28 elementos da orquestra envolvida na récita.

A região, frisa, tem recebido espetáculos profissionais de ópera, mas este é o primeiro que é "100 por cento produto alentejano", concebido "por uma entidade local e cujos ensaios foram realizados em Estremoz".

O "trabalho intenso" marcou os últimos meses e, com a estreia ao "virar da esquina", no Teatro Bernardim Ribeiro (21:00 de sexta-feira), esta semana é dominada por ensaios gerais e pelo "afinar" das componentes do espetáculo.

A produção envolve "40 pessoas", com destaque para a orquestra do Ensemble Contemporaneus e para os seis cantores líricos, e constitui um "desafio imenso" e um "orgulho" para os envolvidos.

"A versão do texto musical é integral", mas, na encenação, "não vamos fazer uma abordagem à época, com os trajes do tempo de Mozart", tendo a opção recaído antes em "figurinos e objetos atuais", antecipa Hugo Monteiro.

A encenadora Helena Estanislau faz a mesma ressalva. Em cima do palco, o público vai poder identificar-se com "o ambiente, o contexto e personagens do dia a dia".

A Contemporaneus alimenta "boas perspetivas" para a estreia em Estremoz, cujo teatro está "quase lotado", o que Hugo Monteiro atribui ao facto de a ópera continuar a "ser algo que atrai muitas pessoas".

Depois, o espetáculo ruma ao Centro de Artes do Espectáculo, em Portalegre (dia 16), e ao Cineteatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo (sem data).

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